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FISL - Palestras que valeram a pena!

Um bom motivo para se usar Software Open Source (mesmo se você não for programador)

O que ouço muito das pessoas é “Não sei nada de programação, nem tenho curiosidade de abrir um código fonte, por que devo utilizar um software aberto, se só quero uma coisa que funcione ?”. Isso me motivou a escrever sobre isso.

Qual o comportamento esperado de um software? Se eu falo do Microsoft Word, é o de processador de textos, se do Skype, ligações telefônicas em aúdio. Um software fechado pode ter comportamentos mais obscuros que se conhece. Um caso que veio a tona é o iTunes para Windows, que ao fazer sua atualização, instalava junto (por padrão) o navegador da Apple safari. Uma prática, ao meu ver, bastante condenável e digna de um spyware. O que acontece com o Open Source? Uma prática dessas não acontece, pelo simples motivo de seu código ser aberto. Você, que não sabe programar, não precisar abrir o código do programa, basta pesquisar um pouco na internet, e qualquer coisa que tenha um comportamento fora do padrão virá a tona.

Usar software proprietário, implica basicamente em confiança em seus desenvolvedores. Confiança de que as coisas não terão um comportamento desonesto e mercadológico afim de se obter fatias maiores do bolo de usuários. Confiança de que dados do seu computador não serão enviados sem seu consentimento. Confiar em alguém que não confia que você saberá escolher o melhor navegador , ao meu ver, não é uma boa escolha.

No software open source, a confiança é mais clara: podemos ver o que o programa faz. Mesmo se você não souber programar, alguém que sabe irá ver e te dirá, pela blogosfera, se o programa é ofensivo e tem segundas intenções. Obviamente, nenhuma empresa solta um software open source que algo assim: é como dar um tiro em seu próprio pé.

Blog mudou de endereço

Olá

Consegui comprar um domínio em sociedade com mais 11 pessoas, e meu blog vai pra lá!

O endereço é http://www.farok.net/ .

Abraços e visitem lá!

Usuários de XMPP que não sabem o que é XMPP

Muita gente tem o Gmail. Muita gente conhece o Gtalk. Muita gente se fala pelo Gtalk. O Gtalk faz coisas legais como adicionar em sua lista seus amigos do orkut, entre outras coisas. Hoje em dia, é muito comum pessoas trocarem Gtalks ao invés de MSN, ICQ ou coisas do tipo. Isso se disseminou muito por causa do GMail, um serviço de email excelente, que muita gente usa e elogia e recomenda.

Mas o Gtalk nada mais é que uma implementação XMPP. Mas antes o que é XMPP ? XMPP significa Extensible Messaging and Presence Protocol (Protocolo de Presença e Mensagem Extensível) e é um protocolo aberto para Instant Messenger (diferente dos “fechados” Yahoo Messenger, MSN, AOL e etc).

O XMPP é descentralizado, não há um servidor central. Se cair o servidor de e-mail do Google e não cair o servidor de email do Yahoo, vou conseguir mandar e-mails do Google Mail mas não do Yahoo Mail. Você também consegue mandar um email do GMail para o Yahoo mail e vice-versa. Se cai o servidor do MSN, não há conversa entre os usuários desse protocolo. Diferentemente, o XMPP funciona de modo análogo ao e-mail, você pode adicionar não só as pessoas do seu servidor, mas sim de qualquer outro servidor XMPP. Outra coisa boa: o XMPP é um padrão aberto e existem muitos clientes para Windows, MAC OSX e Linux. Basta escolher um que combine com você e pronto.

Se você quiser, pode criar seu servidor XMPP. E mais, pode fazê-lo com o nome de sua empresa ou grupo de amigos ou universidade basta ter o servidor. Mas se não quiser (ou mesmo não puder), existem servidores de XMPP abertos para quem quiser. O Gmail é um deles, mas existe o kdetalk, jabber.org entre outros.

Muitas das informações retirei do verbete XMPP na Wikipedia.

Usar software livre ou não?

Após uma peça de teatro e uma palestra entitulada Software Livre e a Matrix acho que bastante gente aqui no Campus Party já conhece software livre, pelo menos na parte de sua ideologia. Mas e quem quer usar e não sabe por onde começar ?

Existem muitos medos e dúvidas nessa migração: Como vou assistir músicas, filmes, conversar no messenger ? Tudo é uma questão de se adaptar. Hoje em dia já existe bastante documentação, inclusive em português. Cabe lembrar que o Linux é distribuido em distribuições que são pacotes com o Kernel mantido pelo Linus e muitos outros programas. Algumas distribuições são voltadas para servidores por sua estabilidade, outras para usuários mais leigos. Cada uma segue uma “filosofia”, que geralmente é descrita em sua página (e é recomendável que você leia antes de fazer o download).

Mas tudo bem, medos são comuns (eu também tive). Mas faça uma experiência: use um dual boot. Se você tem um Windows rodando, instale o Linux paralelamente e tente utilizá-lo para algumas tarefas básicas como navegar na internet, conversar no messenger. Se você não for gamer e nem utilizar um software específico para trabalhar, vai ver que migrar para Linux é uma boa escolha.

Já ouviu falar de Linux pegando virus? Muito dificil né ? O Linux, por padrão, só permite que modificações que podem derrubar o sistema aconteçam se você autorizar (o chamado root). Logo, você (ou uma coisa maliciosa ativada “sem-querer” por você) não pode apagar todos os arquivos, só se você digitar a senha do root (que você deve utilizar tomando cuidado). O único risco que você corre ao executar scripts mal intencionados é apagar seus arquivos pessoais, invasões também são menos comuns (mas mesmo assim você deve ter um firewall).

Se você estiver no Campus Party, basta me procurar. Se você não estiver, boa sorte e me mande um email ou um comentário contando o resultado ou se tiver alguma dúvida. Se você não sabe que distribuição utilizar, me mande um email. Não vou falar de distribuições aqui pois você pode se sentir obrigado a usar alguma só porquê eu disse aqui (quando talvez esta seja muito pesada para seu computador).

Vale a pena proibir Jogos?

Foi manchete em muitos jornais que o Counter Strike (vulgo “CS”) seria proibido no Campus Party. Para quem não sabe, o CS foi proibido no Brasil sob a acusação de estimular à subversão da ordem social, atentar contra o estado democrático e de direito e contra a segurança pública.

A proibição de jogos é um assunto bastante polêmico e parece ter mais efeitos positivos que negativos para sua distribuição. Isso já aconteceu com o Grand Theft Auto (vulgo “GTA”) e também com outros jogos. Os gamers, nesses casos, costumam buscar esses jogos proibidos na internet e nos camelôs. Não há como controlar a internet e nem muito menos acabar com os camelôs, logo quem quiser o jogo, com certeza consegue.

O fato deste ser proibido, aumenta muito sua demanda. Afinal, quem não quer saber os motivos que o levaram a ser proibido ? E quanto ao CS (que já é antigo), este é o jogo mais popular de Lan Houses que devem desinstalá-lo das máquinas, o que ocasionará a diminuição de seu público e por fim falirá empresas e deixará pessoas desempregadas. Tudo isso será causado por uma decisão que terá mais resultados negativos que positivos. Vale a pena ?

Aqui no Campus Party há campeonatos constantes de Counter Strike, mas sem a ajuda da organização do evento. Há a distribuição de panfletos avisando isto e convidando as pessoas a jogarem. Não vou jogar pois seria motivo de risadas dos outros (acredite, sou muito ruim). Mas que fique claro que hoje não são leis sem sentido que governam o que passa ou não passa pelas placas de rede. A era da riqueza das redes está aí e as decisões que parecerão justas apenas para uma minoria, irão definhar.

Só por prazer

Mais um post ao vivo do Campus Party!

Esses dias eu li o livro de Linus Torvalds (o criador do Kernel do Linux), entitulado “Só Por Prazer”. Esse livro é bastante interessante, pois conta não só sobre sua vida (incluindo seus primeiros passos no computador), mas expõe seu ponto de vista sobre diversos assuntos como Software Open Source, copyright e sobre o “sentido da vida”.

O sentido da vida, para Linus Torvalds: primeiro é um estágio de sobrevivência, seguido por um estágio “social” para depois virar entretenimento. Um exemplo bem simples: a guerra. Nas tribos antigas, era uma questão de sobrevivência (afinal nem sempre a comida era tanta), depois virou algo que envolvia sociedades (disputas por melhores terras e recursos), para hoje ser tratada quase que como um entretenimento (Quantas pessoas não assistem a CNN que mostra imagens de conflitos pelo mundo?).

Linus, por seus feitos, pode ser considerado nerd. Mas quem não o conhece, certamente julgaria que ele fosse um cara que ficasse 25h por dia em frente ao seu pc. Mas não, Linus é casado, tem três filhas, uma BMW e gosta de dormir a noite (e noites bem dormidas). Não é certamente uma das pessoas mais comunicativas e sociais como o Steve Jobs é, mas também tem seu carisma (liderar o desenvolvimento do Kernel requer muito disso) e sabe lidar com os desenvolvedores para mantê-los trabalhando com satisfação.

Linus também conta um pouco de sua experiência como mantenedor do Kernel, como funciona sua tomada de decisões e como foi a criação do Kernel, sua explosão de popularidade e seu emprego na Transmeta. Há algumas histórias engraçadas: Linus só terminou o Kernel do Linux (que já estava em grande parte feito e funcionando), porque, sem querer, apagou a partição do Minix instalado em sua máquina, então só poderia utilizar seu sistema quando terminasse o Kernel.

È um livro que vale a pena ler, não só se você gosta de Linux, mas se você também quer conhecer uma das mentes mais brilhantes do Software Livre e da programação mundial.

Como contribuir com Software Livre ? - Utilizando !

Chega ao fim essa série de Posts sobre os modos de contribuir com Software Livre. E esse vai ao vivo do campus party!

Essa é a maneira mais fácil de se contribuir, pois não envolve nenhum esforço adicional. Se você não tem tempo sobrando, provavelmente será a maneira que você irá contribuir. Usar o software livre ajuda nos seguintes aspectos: quem produz o software livre se sente mais motivado (afinal programadores, tradutores e etc ficam felizes com suas obras sendo utilizadas), se você ficar satisfeito com o software, poderá indicá-lo para outras pessoas, que busquem um programa com tal funcionalidade podem baixá-lo gratuitamente e podem contribuir de muitas outras formas também.

Certa vez precisei de um programa para fazer diagramação (folhetos para uma install fest). Quais eram as minhas opções? Podia fazer um trabalho porco em um M$ Office ou OpenOffice (afinal processadores de texto não são para essas coisas) mas queria fazer algo legal. Podia utilizar o Adobe Pagemaker, considerado referência em diagramação, mas como estava fazendo uma install fest, preferi utilizar um Software Livre. Utilizei um software chamado scribus , um software bastante intuitivo de utilizar e que atendeu minhas necessidades. Poderia ter utilizado uma alternativa proprietária mas aí não poderia sugerir a quem necessitasse de uma ferramente dessas (o Pagemaker é caro, e não queria incitar à pirataria).

Não entendo do desenvolvimento de um software desse tipo, e este parece já estar traduzido. Nem uso com tanta frequência para ser um bug reporter e dar feedbacks. Logo contribui fazendo sua utilização. Não precisa nem usar Linux, existem muitos Softwares Livres que rodam no Windows, desde gravadores de CD, até editores de fotos e mensageiros instantâneos. E se você gostar recomende aos colegas, vizinhos, amigos e família.

Como contribuir com Software Livre ? Relatórios de Erros!

Produzir software é uma tarefa bastante complexa. Por mais que você tenha um software simples, imaginar todos os possíveis usos e testar em toda e qualquer plataforma e qualquer sistema são tarefas desafiadoras e inviáveis. Fazer testes tão abrangentes é algo muito difícil e caro de se fazer. Uma estratégia é liberar versões instáveis para o público e ir recebendo relatórios de erros. Assim, mais pessoas testam, em muitas plataformas, em muitos sistemas e com muitos possíveis usos. Obviamente, você não irá colocar versões de teste em lugares de produtividade, pois erros são bastante esperados e podem te atrapalhar.

Um software livre normalmente, antes de uma versão estável, passa por muitos estágios de testes, que se esperam que tenham muitos erros. Se você quiser contribuir nesses estágios é bem simples: basta utilizar o aplicativo normalmente e caso dê algum erro, faça um relatório de erros, contando o que deu errado e descrevendo o que você fez para receber a mensagens de erro. Não utilize um relatório de erros para fazer reclamações do software, mas sim para informar os problemas que teve, e seja bem claro e tente escrever os passos exatamente como você fez para os desenvolvedores depurarem o programa. Mesmo as versões estáveis podem ter bugs, mas são menos frequentes e quase raros. Os ambientes grandes como o GNOME e o KDE, já embutem em seus programas um formulário que aparecerá cada vez que acontecer algum problema. Obviamente, você é livre para enviar ou não.

Um software que é utilizado normalmente para relatórios de erros é o Bugzilla da Mozilla Foundation que também faz o Firefox. O GNOME utiliza o Bugzilla para seus bugs, e é relativamente simples fazer um relatório de erro. Sò precisa saber relatar o bug em inglês. Assim que você fizer o relatório, um e-mail será enviado aos desenvolvedores que saberão de imediato sobre o bug. Não precisa se preocupar em colocar um bug repetido, é simples ao desenvolvedor dizer ao bugzilla que tal erro é uma cópia de outra. Isso não dá tanto trabalho de se fazer e ajuda o desenvolvedor a produzir um software melhor.

Como contribuir com software livre ? - Feedbacks!

O que é mais importante para as pessoas que produzem um software ? Pode-se dizer que é o funcionamento do programa ?Isso só pode ser considerado verdade se dizemos de scripts feitos para automatizar alguma tarefa. Mas se estamos falando de um Sistema Operacional, um Navegador de internet, ou mesmo de um tocador de MP3, é de se esperar que não queiramos só que nós consigamos usar e sim qualquer usuário. Projetos de software livre são assim, têm seus usuários como peças fundamentais, afinal de que adiante pessoas desenvolverem um software se ninguém vai usar ? Fazer software é muito mais que sentar na frente do computador e codar: precisa-se ouvir os usuários.

O que os usuários podem ajudar, sem fazer muito esforço, é fazendo críticas construtivas. Críticas negativas são dispensáveis: o que adianta alguém te dizer que seu programa é uma perda de tempo e que não presta para nada? Se for para criticar assim, melhor perder seu tempo procurando outra alternativa.

È sempre legal você enviar, quando sair uma nova versão de um software, uma opinião sobre o que você achou desta versão. Muitas vezes o desenvolvedor precisa destas informações para saber o que melhorar nas próximas versões e o que ficou pior. Essas opiniões devem ser muito bem recebidas (elas aliás são estimuladas pelos desenvolvedores, afim de perceberem a qualidade de seu produto). A engenharia de software mais moderna (com os chamados métodos ágeis) se baseia bastante em feedback. È bastante comum a entrega semanal de software funcionando, com aumentos de funcionalidade e com isso o cliente pode avaliar cada etapa separadamente. O software livre segue um caminho análogo: há bastantes releases (para alguns projetos, há releases mensais) e a cada release as pessoas podem enviar um feedback aos desenvolvedores.

Por isso, se ao baixar uma nova versão de um software livre e houver coisas do seu agrado ou desagrado, envie um feedback aos desenvolvedores. Se te agradou, diga o que te deixou tão feliz. Se te desagradou, dê alguma sugestão para melhorar. Isso ajuda bastante a construção de softwares livres melhores.